quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Pequenas oportunidades

Era somente mais um dia…
Havia sido um dia corrido. Alias, a semana estava corrida!
Cheguei ao Rio de janeiro no domingo. Estava um friozinho gostoso. Peguei o BRT e fui para casa de minha mãe.
Segunda e terça foram dias muito intensos, o que acabou por me obrigar a mudar meus planos e adiar meu bilhete de volta para Salvador de 11:50h, para 20:40h.
Mais um dia de correria no fórum… Estava a três dias esperando o juiz assinar um oficio, para que eu pudesse assinar uma carta de calção pela empresa.
As 16:05h, consegui assinar e voltei correndo para casa da minha mãe. Comi algo, tomei um banho e segui para o aeroporto, não sem antes, dar aquele abraço apertado na minha amada guerreira e mãe.
Cheguei no aeroporto d fui direto para o embarque. Ao chegar, procurei um monólito de carregadores para poder dar um gás ao meu celular, pois estava com 36% de bateria.
Sentei e coloquei a tomada. Passados 10, talvez 15 minutos, apareceu uma família de estrangeiros procurando. Uma tomada. Ao ver que não tinha nenhuma disponível, fiz o logico, uma vez que estavam fora do pais de origem deles e podiam esta precisando mais do que eu de carregar o celular.
Numa linhagem universal, que mesmo.sem entenderem o que eu estava falando e visse versa, retirei o meu carregador da tomada e sinalizei para colocarem o deles. Eles pareceram bem agradecidos e em seguida a esposa ficou frustrada, uma vez que o carregador deles era do padrão americano, não suportado nesses monólitos de aeroporto, alias, preparados erradamente apenas para nosso padrão de tomada.
Não pensei duas vezes e retirei o meu cabo do meu carregar e ofereci a eles. Mais uma vez, ficaram agradecidos e surpresos.
Passados mais uns 10 minutos, meu portão de embarque foi modificado, o que me obrigaria a sair de onde estava.
Percebendo que era pouca carga e que eles precisariam bastante daquele carregador enquanto estivessem no Brasil, não pensei duas vezes e levantei para ir embora. Quando o Mari sinalizou para a esposa retirar da tomada, expliquei que não era necessário, mais uma vez usando sinais e sorrisos.  Eles visivelmente ficaram surpresos, ganhei um belo aperto de mão de a um abraço tímido de alguém que nunca tinha visto ou voltarei a ver e segui meu caminho com o melhor dos pagamentos.
O voo atrasou quase uma hora para sair e chegamos a Salvador as 23:40h.
Como normalmente ocorre, as pessoas ja se levantaram meio desesperadas para sair e eu optei por ficar sentado esperando os mais apressados saírem.
Ao levantar, percebi a dificuldade de um casal com duas crianças pequenas no colo dormindo e a mãe de um deles, com dificuldades para carregar uma caixa. Não. Tinha o que pensar. Me aproximei sorrindo, expliquei que também era pai de duas crianças e que sabia como era difícil viajar com os pequenos, principalmente quando dormiam.
Ofereci ajuda, peguei a caixa pesada que estava com a senhora e todas as bagagens de maos que estavam carregando. E segui para fora da aeronave, conversando com os três. Estavam preocupados, pois como atrasou o voo e a conexão deles para Maceió saia as 23:30 em tese, estavam com medo de ficarem plantados no aeroporto com duas crianças pequenas.
Disse para não se preocuparem, que como so tinha passado 10 minutos, provavelmente tinham atrasado a conexão.
Felizmente eu estava certo e os ajudei a levar as coisas ate a porta da outra aeronave, ainda que com certa dificuldade, uma vez que a funcionaria da empresa aérea não me queria deixar ir ao portão ao lado, sem bilhete de conexão.
Despedi-me da família desejando boa viagem e fui retirar minha bagagem. Peguei um taxi para casa, arrumei as coisas para a próxima viagem já na manha seguinte. Essa que estou aproveitando para escrever esse texto.
Podemos não ter grandes oportunidades de fazer o bem, mas as pequenas, estão a nossa frente todos os dias, basta saber procura-las.
A todos, uma ótima quinta.
Ao pousar, posto do celular