segunda-feira, 1 de outubro de 2012

A importância do ser ao invés do ter...


Nesse final de semana parei para pensar em minha vida... Muitas vezes, pequenas decisões têm grandes consequências.
 Hoje vou falar de um homem que tem tudo. Tudo, menos a real felicidade.
 Primeiro vou dar um perfil para que meditem se vocês seriam felizes: Homem, bem sucedido, com uma ótima conta bancária (falo de conta com sete dígitos!), cercado de amigos, morando numa bela casa, quatro carros na garagem!
 E ai? O que dizem?
 Agora vamos olhar de forma mais profunda: Apesar dos 63 anos de vida, esse homem tenta encontrar o amor em mulheres com 40 anos ou mais a menos que ele, apesar de tratar as pessoas que realmente gostam dele, 80% do tempo bem, humilha e destrata os outros 20%. O que o torna cada vez mais só e a cada dia que passa com menos amigos sinceros, ficando cercado de verdadeiros urubus.
 Os filhos... Infelizmente também colhe o que plantou em relação a eles. Triste ver o quanto se afastaram dele e os que restam ao lado, ou são muito novos, ou estão se cansando e aos poucos o amor deles, bem como a paciência vai secando...
 Os novos vivem na consequência do estresse desse homem, além da bebedeira sem fim. Sim... Ele é viciado em álcool, embora não veja ou não queira ver isso.
 Nos momentos que está bêbado, fala coisas que não deve aos filhos e aos amigos. Os amigos e o filho mais velho vão se ressentindo e se afastando, os filhos ainda crianças (tem dois que tem menos de cinco anos), vão se tornando a cada dia mais agressivos, a ponto de um deles dar dois tapas com toda força na cara do próprio pai.
 Pergunto: É esse um homem feliz?
Meus amigos: Dinheiro é muito bom! Adoro assim como todos vocês, mas está muito longe de representar felicidade.
 Vejo esse homem diariamente, triste ver ele se acaba mais a cada dia, vejo os carros na garagem, as garotas jovens com que sai, a casa enorme... Tão vazia quanto grande... Tão vazia quanto a vida dele...
 Vejo também um exemplo para todos.
 Muitas vezes procuramos riquezas, poder e satisfação carnal, mas esquecemos de que a verdadeira felicidade está em amar e ser amado pelo próximo.
 Vivemos num mundo tecnológico demais, onde temos contato virtual com várias pessoas, amizades superficiais e esquecemos-nos de parar com nosso colega de infância para sentar em uma mesa e bater um papo sossegado, sem ficar atendendo ligações ou consultando facebook, twitter e e-mail a cada 2 minutos.
 Vejo as pessoas atendendo celulares na hora do almoço, como se fosse algo normal e lembro-me de minha infância quando essa maravilha tecnológica não existia e tínhamos tempo de ao menos almoçar com calma.
Procure o seu amigo de infância e sente com ele (mas com o celular desligado!), almoce em família, mas se isso não for possível, ao menos de um abraço e um beijo apertado em seus pais e irmãos e diga o quanto os ama. Se prenda no ser e não no ter, pois o que levaremos ao final da vida serão apenas as boas recordações que deixaremos.
A todos um dia iluminado, um dia alegria e de amor.
Finalmente de volta ao blog, mas mantendo uma vida real ;-)