terça-feira, 27 de setembro de 2011

A volta e o novo começo

Era mais um dia de inverno. Julho de 2006... Dia 26 para ser exato.
Meu acidente havia acontecido em maio do ano anterior e finalmente estava voltando para o Rio.
Muita coisa havia acontecido naquele quase um ano e meio. Havia passado por 11 cirurgias, vivido boa parte de minha vida dentro de um hospital e o restante dentro de um apart perto do Mater Dei, pois tinha que ir diariamente trocar curativos e tomar antibiótico injetável.
O corpo musculoso de outra época havia ficado para trás e cicatrizes se espalhavam pelo meu corpo.
Meu ritmo de vida era outro, bem diferente do que às pessoas têm como normal, afinal, foi um longo período vivendo em função de minha recuperação, alheio as coisas ao meu redor.

Uma semana após voltar ao Rio, tive que viajar a trabalho para Recife, a fim de conhecer um parceiro comercial. Parceria que por sinal nunca foi para frente.
Estava sem objetivos traçados e com aquela sensação que muitos sentem de vazio, sozinho... Sem objetivos.
O Deus do qual havia me enchido na época do acidente, simplesmente já não sentia mais.
O “anjo” que me falara que eu tinha uma missão a cumprir e que não morreria naquelas ferragens, certamente não passava de minha mente tentando aplacar a dor e dando esperança a um corpo estilhaçado.
O Marcio que havia ido a Patrocínio e passado por Serra e se acidentado na 040, perto de BH, de fato havia morrido. Aquele jamais voltaria...

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Estou sem idéias sobre o que  escrever.
Na realidade, gostaria de passar a mensagem de otimismo e alegria que sempre procurei passar aqui no blog. Quer seja através dos momentos que vivi no pós acidente, quer seja  em todos outros momentos e textos.
Infelizmente olhando para trás e fazendo uma retrospectiva, vejo que em muito me iludi sobre a vida e as pessoas. Não estou querendo dizer que todos são ruins, mas sempre procuram pelos próprios interesses. Estou errado? Pode ser, mas de um modo geral, tudo que vivi até hoje me leva a crer nisso, com raras surpresas que ainda me fazer acreditar um pouco que o mundo.
Infelizmente há muito perdi a fé em Deus e no próximo.
Já tive pessoas que me chamavam de "pai"  e que no final pude ver que só o chamavam pelo conforto que podia dar. É muito fácil dizer amar alguém quando essa pessoa te leva para almoçar nos melhores lugares, se faz de seu motorista para o que precisar, consegue emprego e de quebra sempre que pede (e não pode) lhe da dinheiro. Difícil é está ao lado da pessoa quando ela quebra e precisa dos verdadeiros amigos.
Muito fácil dizer ser amigo e sair em bando atrás de alguém, por saber que ao final da noite ele vai pagar a conta de todos, difícil é lembrar de ligar ou mesmo enviar uma mensagem a essa pessoa perguntando simplesmente: Tudo bem com você? Quando ela já não tem mais nada a oferecer.
Estou cansado e sem coisas boas para escrever... Infelizmente as pessoas de um modo geral são uma grande decepção e o nosso erro normalmente é nos guiar por esperar dos outros o que oferecemos.
Estou cansado, mas eis que bate uma luz agora. É verdade... Não posso negar o quando estou incrédulo e desgostoso em relação ao que essa vida moderna, vem nos trazendo, mas quando chamei alguém de amigo, para mim essa pessoa o era. Quando paguei contas, foi por que quis e não esperava nada em troca, nos momentos que arrumei empregos ou me fiz de motorista, foi simplesmente por que queria alegrar aquela pessoa e fazer o bem. Assim foi quando dei dinheiro aqueles que pediam para o problema a ou b, e a todos aqueles que diziam ter algum carinho por mim, mas só se aproximaram por querer dinheiro.
Então vos pergunto: Do que estou reclamando agora? Meus atos foram sinceros e fiz o que fiz por querer fazer o melhor que podia.
Tive erros e acertos na  vida, mas nos momentos que fiz algo pelo próximo, fiz sabendo que não devia esperar nada do homem, pois somos falhos.
Assim como eu, vários de vocês tem essa sensação.
Nunca se esqueçam nos momentos de dúvidas e desespero, que se fez o seu melhor, você fez sua parte e isso é o que realmente importa. Não espere nada do homem, pois ele é falho.
Quando fizer algo, faça de coração aberto, sabendo que fez algo bom e tendo isso como real pagamento pelo seu ato.
Continuo tendo perdido boa parte de minha crença em Deus, mas será que no final esse não foi o meu grande erro e o que faz-me sentir tão só?

Vou refletir...

A todos, um dia iluminado. Sempre que quiserem um amigo podem contar comigo :-)

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Ambição e materialismo

Muitas vezes na vida desejamos coisas melhores. Até certo ponto é saudável ter certo grau de ambição, mas devemos tomar cuidado para não nos distanciar-mos dos verdadeiros valores.
Quando passamos a desejar o material mais que tudo, esquecemos das coisas verdadeiramente importantes.
Dinheiro é muito bom e trás conforto, isso é inegável. Mas vejo pessoas como meu próprio pai, que tem uma boa situação financeira e se acaba em bebidas por que se preocupou tanto com as riquezas que não deu valor a coisa verdadeiramente importante... O amor!
De que adianta ter dinheiro, poder e belos carros se não temos pessoas que nos amam a nossa volta?
uma mãe a alguns dias atrás proibiu o pai de ver a filha porque não tinha mais dinheiro para dar. Permitiu novamente após dar mais 2.700,00 a ela (além do que ele já havia dado). Ficou sem um centavo, mas ao menos, pode perto ver a verdadeira riqueza da vida dele.
Dias depois chegou novo sofá e mesa dela. Era lindo!

A todos um final de semana iluminado e rico no que realmente importa: de pessoas amadas e amigas em volta, ainda que sem um centavo!

sábado, 10 de setembro de 2011

A muito que não escrevo, mas hoje resolvi voltar com força total.
Quantos de nós temos filhos e os amamos com toda nossa força? Assim também era aquele pai.

Por amor a filha, desistiu de uma vida feliz para viver ao lado de uma pessoa que era muito diferente de dele. Dificilmente daria certo.

O tempo passou e no final, com tristeza viu que a pessoa dava tanto valor ao dinheiro, que era capaz de utilizar os próprios filhos como moeda de troca.
Aguentou isso enquanto dava, mas tudo na vida tem limites. Após aturar por muito tempo um tratamento agressivo e nada legal, finalmente desistiu.

Não tendo mais dinheiro para dar, o que aconteceu?
A mãe simplesmente falou que  só deixaria ver os filhos se desse mais dinheiro. Assim é a vida, assim são as pessoas...

A todos um ótimo dia.