quinta-feira, 7 de julho de 2011

Uma morte, um renascimento. Um homem viajou para jamais voltar...

Muita coisa aconteceu naquele um ano e dois meses em que vivi em função da minha recuperação.
Tantas foram as idas e vindas ao hospital, tantas internações, que todo o resto de minha vida ficou parado.
Dos 14 meses em que batalhei até ficar curado, pelo menos 8 meses foram dentro do hospital internado, talvez mais... A outra parte foi morando num apart em BH e vivendo apenas a espera de uma recuperação que demorou muito.

Todos perguntam o que foi e se sinto algo no braço devido as cicatrizes, mas mal sabem da dor que até hoje sinto no ombro esquerdo, afinal, imaginem o que é ficar mais de um ano sem levantar o braço.
Articulações endurecem, ligamentos enfraquecem e sobra apenas a força de vontade para superar as dores e continuar a malhar, por exemplo. É assim que vivo até hoje...

Mas vamos voltar ao dia 26/07/2005! Foi naquele dia que após diversas internações e falsas esperanças, finalmente estava saindo do hospital para nunca mais voltar. Pelo menos não para novas internações...

Minha vida havia modificado totalmente desde aquele dia 30-31/05/2004, quando dormi na direção do dia 30, bati nas rodas traseiras de uma carreta, morri, vi um "anjo" que pode ter sido vontade de Deus ou somente minha mente tentando me manter vivo, acordei prezo a ferragens, pessoas a minha volta, luzes piscantes, ossos expostos, uma paz que ninguém seria capaz de crer se não estivesse presente e mesmo aqueles que ali estavam, creditavam ao "choque".
Segurei a dor por horas até finalmente apagar e aos 30 minutos do dia 31 fui retirado das ferragens sem grandes esperanças.

Estava voltando para o Rio, mas já não era mais a pessoa que devia ter chegado um ano e dois meses antes, tudo havia mudado e jamais seria como antes...

Continua...

segunda-feira, 4 de julho de 2011

A vida e suas transformações

Adoro andar de moto, foi uma das paixões que desenvolvi após o acidente de carro em 2004 (texto e fotos aqui no blog, na aba acidente).  Antes eu gostava de viajar de moto, hoje simplesmente adoro.
A sensação de liberdade e o prazer que me proporciona, são únicos.

Outro ponto no qual mudei muito, foi o gosto por dança de salão que desenvolvi. Antes algo inimaginável, hoje danço por horas sem parar (vídeos em: http://www.youtube.com/marcioaguiar).
Infelizmente por diversos motivos, estou sem fazer dança a mais de um ano, mas me prometi que até o final de julho volto as aulas. Vou cumprir!

Na vida, quer seja por um acidente, pelos problemas, alegrias ou qualquer outro motivo, estamos em constante mudança.
Muitas vezes não percebemos, pode ser sutil, como pode ser algo gritante, mas o fato é que estamos sempre mudando.
Mudei muito após me acidentar. Em alguns aspéctos para melhor, em outros, sem sombras de dúvidas para pior. Mas tenho certeza de uma coisa: Hoje sou um homem com mente aberta e aceito as transformações da vida. Sou otimista e nunca deixo de fazer algo que tenho vontade, por mais ridículo que possa parecer no momento e/ou aos outros. Vivo cada minuto, sabendo que pode ser o ultimo, portanto, vivo o melhor possivel e tento não fazer mal ao próximo. Nem sempre tenho sucesso e até por já ter errado muito, procuro pensar nas reações que minhas ações vão causar, mas nem por isso deixo de viver e aproveitar as belas coisas que Deus colocou a nossa disposição.

Enfim...  Aproveito o hoje, sabendo que o amanhã vai existir, mas tendo a certeza que se por algum motivo não fizer parte dele, terei partido feliz.

A todos, uma semana iluminada e cheia de vida.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

O parquinho de cada um...

Ontem foi  o penúltimo dia de aula na escolinha de minha filha, antes das férias escolares.
Assim como fazemos todos os dias quando vou busca-la; brincamos um pouco no parquinho antes de sair.
Uma vez lá, ela retina os tênis e os joga escorregador abaixo. Em seguida fala:

-  Papai, agora você!

Então retiro os meus tênis e dou para ela coloca-los para escorregar.
Ficamos no parquinho por uns trinta, quarenta minutos e depois vamos aos balanços.
Primeiro o sapo, depois a Minie e por ultimo a cadeirinha. Sempre seguimos essa ordem por opção dela, afinal, quem sou eu para quebrar o clima?
Concluímos nosso ciclo diário indo até os porquinhos da índia, mas não sem antes catar graminhas para dar a eles.
Passado aproximadamente uma hora vamos embora e percebo diariamente como ela fica radiante por causa dessa uma horinha que gastamos fazendo algo que ela gosta.
Me pergunto quantas vezes reclamamos da vida, do afastamento dos amigos, mas não nos dispomos a gastar uma hora na semana que seja para exercitar a amizade, fazendo algo que a pessoa goste.
A felicidade está sempre a nossa frente, vem nos pequenos atos, em agradar e fazer o bem ao próximo.
Muitas vezes estamos tão preocupados com os nossos próprios interesses e problemas, que acabamos nos esquecendo de atender ao desejo daqueles ao nosso lado.
Na próxima vez que se sentir só, pense e veja se você tem feito a sua parte no história, se tem gasto uma hora no ”parquinho“ da vida dos seus entes e amigos.

Ah! Ao final sempre escuto: Papai, eu não preciso colocar meu tênis, pois estou muito cansada e vou no colo pra casa. E lá vou eu por 1,5 km com ela num braço e a mochila no outro. É o problema de pregar que devemos fazer o máximo de coisas possíveis a pé... Faz parte...

A todos, um dia maravilhoso!