quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Retrospectiva 2011


Todo final de ano fazemos uma série de promessas e dizemos que no ano seguinte será diferente, que mudaremos isso e/ou aquilo. Pois bem: está chegando ao final 2011 e é impossível não dar uma parada e fazer uma retrospectiva de do ano que passou e ver o que de fato consegui realizar ou/e mudar.

1- Prometi que em 2011 seria o ano da virada em minha vida, que finalmente teria equilíbrio financeiro... É... Essa ficou para o ano que vem...

2- Bom... Minha vida sentimental também não deu muito certo. Na realidade, nem sei mais o que é isso :-/ Mais uma que ficou para o próximo ano.

3- Ser o melhor pai possível: Finalmente uma na qual posso bater no peito! Todos podem falar o que quiser de mim, alias, podem falar quase tudo, menos que não sou um bom pai. Sem falsa modéstia, nesse sentido, sou muito bom.

4- Voltar a fazer dança de salão. Putz... Como pude deixar algo tão básico e fácil sempre para depois, depois e está no final de 2011 sem ter voltado? Em janeiro é certo!

5- Conhecer e rever amigos que há muito não via. Mais uma na qual falhei. Na realidade, a internet é uma benção e uma maldição em nossas vidas. Falamos com as pessoas diariamente por msn, skype, facebook, plus, etc. Mas somos incapazes de ir ao bairro ao lado ver aquele amigo de infância que não tem vida virtual (ou que tem), ou mesmo fazer uma pequena viagem para dar um abraço naquela pessoa que conhecemos na internet a 10 anos e hoje chamamos de amigo. Estou realmente disposto e determinado a mudar isso em 2012. Muitas mudanças podem ser complicadas e difíceis, mas vou começar o ano priorizando as coisas fáceis de minha lista, e essa, certamente é uma delas.

Minha lista é pequena. Seus sonhos e desejos não são grandes. Tendo saúde, paz e amigos verdadeiros, creio que é mais que o suficiente.

Espero que todos tenham uma ótima virada de ano, repleta de momentos da mais pura alegria e que em 2012, consigamos nos encontrar não somente no mundo virtual, mas sentar em uma mesa, tomar um suco, cerveja ou o que você gostar, e bater um longo e animado papo.
 Feliz 2012!

sábado, 17 de dezembro de 2011

Correr riscos e ser feliz...


 Sinto falta de quando as coisas eram mais simples em minha vida.
Hoje tenho 39 anos e tudo é mais complicado.
Não estou reclamando, apenas relembrando de uma época mais inocente e feliz.
Lembro de soltar pipa praticamente o dia inteiro, de ir dar aula na academia de 6 às 22h e ainda assim ter animo para sair quarta, quinta, sexta e sábado.
Lembro de uma vez que eu e meu aluno e amigo Marcelo, fomos a CeQueSabe (apesar do nome de motel, era uma boate no Valqueire), e ao final da noite sairmos tão bêbados de la, que o Marcelo foi dirigindo a 40 km/h, enquanto a gente não parava de rir... Sim, era a nossa imprudência da juventude, era a década de 90 e tínhamos 20 e poucos anos.
Lembro a expressão de surpresa e felicidade de alguém que podia ter sido, mas nunca foi minha namorada ao receber o primeiro Bouquet da vida. Da primeira vez que escalei, que me apresentei dançando gafieira, dos erros e dos acertos que tive.
Mais um ano está se encerrando...
Já não sou mais tão jovem e hoje vivo uma vida quase que totalmente voltada para meus filhos, mas assim é a vida; nascemos, crescemos dando trabalho para nossos pais, casamos ou simplesmente temos filhos sem casar, para que eles iniciem o ciclo seguinte, dando as mesmas alegrias e preocupações que demos aos nossos pais.
Tenho 39 anos... Fazendo uma revisão desses anos de vida, posso afirmar com certeza que não me arrependo dos erros que cometi pelo caminho, mas arrependo-me muito de cada momento que não arrisquei.
Se pudesse dar um conselho, um único conselho, ele certamente seria: Corra riscos! Se quebrar a cara servirá como aprendizado, se der certo, o risco terá valido a pena. No final, seja qual for o resultado, você vai sair ganhando.
A todos, um ótimo domingo!

domingo, 4 de dezembro de 2011

A passarela e aqueles que ignoramos pelo caminho


 Mais um dia comum, la estava eu passando pela rua, indo para uma audiência trabalhista contra um ex colaborador, quando fiquei irritado com a lentidão que estava para subir uma passarela. Pensei “que povo lerdo”.
De repente a coisa andou e pude notar que não era o único que havia ficado aliviado.
A passarela tinha três lances de escada, com aquelas áreas de descanso entre elas.
Pude notar que a coisa só andou porque um jovem que vinha no sentido contrário, ajudou um senhor de idade avançada, que parecia ser bem carente, a levar uma sacola de plástico grande que continha algumas plantas até a primeira área de descanso.
Em passos largos, tratei de subir toda escada e assim como todos os demais, ignorei o pobre senhor, que teria que encarar mais dois lances de escada sozinho, uma vez que todos , assim como eu, estavam preferindo ignorar aquele senhor sujo e de roupas muito velhas.
Quando cheguei ao topo da passarela, parei por alguns segundos mesmo com pressa e fiquei olhando para ele e pensei:
  • Não inventa. Estou com pressa. Não acredito...

    Mas o fato é que sabia que ninguém ia se importar, ou assim como eu, até teria um pensamento do tipo "coitado", mas não se daria ao trabalho de parar e ajudar.
    Então, mesmo contrariado, voltei e falei com um sorriso meio boca:

  • Pode deixar que eu levo para o senhor.
Calmamente fomos vencendo os degraus, eu com a sacola, enquanto ele reunia as forças para subir cada degrau.
Não sei o tempo que demoramos para atravessar a passarela, mas certamente foi mais que eu queria naquele momento.
Durante a travessia ele não parava de agradecer e ao chegar do outro lado, falou que nem teria terminado de subir a escada se estivesse sozinho.
Perguntei se precisava de ajuda para mais alguma coisa e ele disse que não. Me despedi e segui o meu caminho com cinco certezas:

1- De fato ajudei alguém que realmente precisava.
2- Sempre estamos dispostos a ajudar aqueles que nos agradam mais aos olhos e ignorar a aqueles que os agridem.
3- Embora muitas vezes algo pequeno como carregar uma sacola seja uma ajuda gigantesca ao próximo, preferimos ignorar a necessidade alheia, quer seja pela pressa, quer seja por qualquer outro motivo.
4- O tempo que perdi, não foi um tempo perdido, mas muito bem gasto. Por mais apressado que estivesse, mesmo que na hora tenha ficado contrariado, ao final me senti verdadeiramente bem, ainda que estivesse mais atrasado.
 5- Ao final quando agradeceu com "Deus lhe pague", tinha uma única certeza, Deus já havia pago, pois estava me sentindo muito bem!

A todos, um ótimo domingo!

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

A viagem, a festa e a chapeuzinho vermelho...

Era mais um sábado... Não, não era mais um sábado. Era o sábado que após duas semanas, estava indo matar a saudade de meu floquinho de neve e comemorar o aniversário dela que seria no domingo 23, com uma pequena comemoração no sábado.
Derquis, meu primo, Cintia (esposa dele), minha mãe e eu seguimos de carro.
Saímos do Rio as 07h50minh e a viagem correu tranquila. Paramos em um restaurante chamado “Pinga da Roça” na 0,40 perto de Barbacena. Recomendo a todos! Há anos sempre que passo por ali para almoçar ou lanchar nesse restaurante. Aconselho a todos levarem o pote de cocada. Uma maravilha.
Chegamos ao nosso destino por volta das 13h30minh. Muita chuva que nos acompanhou até a volta, mas valeu cada minuto.
O dia seguiu, comemoramos a festa de minha filhota. Ela não parava de brincar na cama elástica e dava gosto ver o belo sorriso dela.
Aos poucos todos foram embora e a festa acabou. Hora de dormir: O floquinho de neve falou:
- Papai, vou dormir com você.
Dei um sorriso e fomos para cama dormir. Deitamos e ela ficou olhando para mim. Passados alguns segundos ela vira e fala:
- Papai, conta uma história!
Meio que num tom de cobrança.
Dei um sorriso, pois achei bonitinho e comecei a inventar uma história de uma menina chamada Julia.
Pois é... Creio que a história não agradou. Passado alguns minutos contando a história, ela virou e falou:
- Papai, essa não, conta outra.
É... O jeito foi contar a história da chapeuzinho vermelho...
Alguns minutos depois estava dormindo e eu segui o exemplo dela...
Continua...

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Sou eu assim sem você...


Não escrevo há alguns dias. A verdade é que tem faltado inspiração e animo devido a grande saudade que estou sentindo do meu floquinho de neve, o que por consequência tem gerado várias noites mal dormidas.
Ontem soube que minha filha estava chorando há alguns dias e chamando o papai em alguns momentos.
Para quem tem filhos e por algum motivo já teve que ficar distante deles, deve ser fácil imaginar a agonia que sinto.
Queridos, todos temos nossos problemas e dores, mas em algum momento tudo se resolve.
Deixo com vocês um vídeo que fiz ontem num momento de tristeza e saudade. Creio que ele expressa melhor que minhas palavras o que estou sentindo.
A todos, uma noite iluminada.

domingo, 16 de outubro de 2011

Como hoje é domingo, optei por colocar no ar esse vídeo do qual gostei muito. Amanhã volto aos textos.

Este filme é um comercial para o TC Bank de Taiwan criado pela agência Ogilvy Taiwan baseado em uma história real. Conta a história de cinco amigos que se reúnem após a morte de um sexto. Com uma média de idade de 80 anos, problemas de saúde, vivendo das lembranças do passado e dos amigos que se foram resolvem dar um basta na vida que levavam. Recuperam suas motos vintage que estavam encostadas, fazem seis meses de preparação física e empreendem uma viagem de moto de treze dias por 1.139 km para atravessar o país de norte a sul para reviver uma aventura, recuperar os sonhos perdidos e encontrar um novo sentido para a vida.

A história é verdadeira, assim como os idosos presentes no comercial são os personagens verdadeiros. Realmente é um exemplo a ser seguido de perseverança e luta pela vida.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

 

Levantei às 6h mais ou menos, olhei para minha pequenina e no meu príncipe, dei um beijo em cada e fiquei na sala lendo.
Assim que Mariana acordou, perguntei por que havia aberto o portão, mas não a porta. Para minha surpresa ela respondeu que não havia aberto o portão eletrônico para eu entrar. Provavelmente por algum curto, após apertar três vezes o interfone o portão simplesmente fez barulho como se estivessem apertando o interruptor e se abriu sozinho. Mais uma vez para minha sorte, alguém havia esquecido a porta lateral da casa aberta, de forma que pude entrar, tomar banho e descansar...

Julia acordou as 10h30minh e assim que percebi que estava conversando com a Mariana, tratei de ir ao quarto dar um oi. A partir daí foi um dia de muitas brincadeiras, até que por volta das 21h30min ela foi ter o merecido descanso. Nessa altura eu já havia conversado com ela e explicado que o papai ia viajar muito cedo no dia seguinte. Lindamente quando explicava ela virou e falou:

- Primeiro papai viaja, depois sinto saudade...

Partiu meu coração, mas achei lindo.

Depois soube que ela acordou me chamando.

A viagem foi bem lenta, pois ainda estava com muitas dores pelo corpo e parei algumas vezes para fotografar e descansar. Por volta das 13h30minh cheguei ao Rio. No total um pouco menos de 1400 km havia sido rodado em dois dias de pilotagem e três de viagem.

Estou bem... Confesso que ontem, dia das crianças, fiquei com o coração bem apertado, mas as coisas na vida acontecem no ritmo que Deus define e não no que desejamos...

A todos, um dia de muita paz e alegria.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

As horas foram passando, vi muitos acidentes pelo caminho, algo que mostra o quão imprudente são os motoristas; em especial os caminhoneiros...

A lua mostrava todo seu esplendor de quarto crescente às 16h30minh.
O tempo foi passando e aos poucos a penumbra foi tomando conta. 17h, 18h, 18h30min... Finalmente estava escuro e eu seguia firmemente.
O caminho foi a 040 direto, pegando depois a estrada Real em Conselheiro Lafaiete, passando por SJ Del Rei, até chegar a meu objetivo, alguns quilômetros à frente.
Somente quem é motociclista sabe a real dimensão do que é pilotar uma moto por 973 km em 13h37minh. Principalmente em se tratando de um Fazer de 250cc... Que saudade da XT660... Dor, frio, ao mesmo tempo em que temos a alegria de está na estrada. Uma mistura difícil de explicar, somente vivendo... Compre uma moto e seja feliz...

Já com o corpo pedindo pelo amor de Deus para parar, cedi um pouco a 100 km de meu destino, parei um pouco em um bar, comi um salgado de forno, um suco de uva, vi 10 minutos do jogo da seleção que nem sabia até aquele momento que teria, respirei fundo e segui em frente.
A estrada tem muitas curvas, principalmente na parte final quando estamos chegando a SJDRei. Comecei uma contagem regressiva e aos poucos fui me aproximando de meu destino. Misto de alivio e satisfação quando finalmente cheguei a ultima estrada... Eram somente mais 16 km até meu destino final. Venci um a um os quilômetros que faltavam e as 00h30minh, fazia um ultimo esforço reunindo as forças que ainda me sobravam para descer da moto.
Toquei o interfone, só havia a Mariana, Neiva (fiel escudeira) e as crianças na casa. A Família dela havia ido a um casamento em Juiz de Fora.
Toquei uma segunda e terceira vez o interfone e eis que o portão eletrônico abriu. Subi o lance de escadas e fiquei esperando alguém abrir a porta, mas nada aconteceu. Bati na porta e nada, após algum tempo decidi pular uma pequena elevação e ver se a porta lateral estava aberta. Para minha felicidade estava, pois naquela altura já pensava em dormir na rede que tem na varanda lateral da casa.
Entrei fazendo o mínimo de barulho possível, dei um beijo em meu floquinho de neve, tomei um banho sem que ninguém acordasse e depois deitei feliz da vida, apesar de toda a dor no corpo, ao lado de minha filhota amada.
Fiquei olhando para ela com todo carinho do mundo e com a certeza que meu esforço havia valido a pena. Finalmente adormeci, não sei o horário, mas a ultima vez que vi o relógio já passava de 01h30minh.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Estrada, a velha e boa companheira...

Era mais um dia de minha vida, sempre é...
Acordei naquela manhã de sexta às 6h, preparei tudo. Somente o baú quase cheio e uma mochila. Era o suficiente.
Tomei café, fui ao banheiro, me arrumei , fui à feira dos importados comprar uma bateria Xing ling nova para o velho LG, uma vez que já não tinha mais o meu bom Nokia n8.
Exatamente as 10h23minh subi na moto e saí em direção ao Rio.
Parei o mínimo possível. Somente parava para abastecer e aproveitava a ocasião para lubrificar a corrente.
Um segredo de quem está acostumado a viagens longas, ou mesmo a curtas. Sempre pare para almoçar aonde tem vários caminhoneiros parados. A comida sempre será boa e barata. Seguindo essa dica de algum guia da vida, que já não lembro mais qual, parei as 11h45minh (outra dica: sempre como cedo para não comer comida revirada ou pior; estragada) e comi uma comida deliciosa por 6,90! Comida a vontade... Bom para quem como muito, mas para alguém que como entre 300 e 400g, não faz muito diferença. Ainda assim a comida era ótima e barata.
Dei uma carga no banheiro da birosca, pois naquela altura a bateria de 30,00 que havia comprado, já mostrava sua real força, algo em torno de 1,5h de duração. Ah Xing ling...

Continuei na estrada nas horas que foram se seguindo. Felizmente o tempo estava bom e não peguei uma gota de chuva.
Com o passar das horas o corpo foi doendo cada vez mais, mais tinha um objetivo estabelecido e ia cumpri-lo de qualquer jeito. Ia chegar para dar um beijo em meu floquinho de neve.
Continua...

terça-feira, 27 de setembro de 2011

A volta e o novo começo

Era mais um dia de inverno. Julho de 2006... Dia 26 para ser exato.
Meu acidente havia acontecido em maio do ano anterior e finalmente estava voltando para o Rio.
Muita coisa havia acontecido naquele quase um ano e meio. Havia passado por 11 cirurgias, vivido boa parte de minha vida dentro de um hospital e o restante dentro de um apart perto do Mater Dei, pois tinha que ir diariamente trocar curativos e tomar antibiótico injetável.
O corpo musculoso de outra época havia ficado para trás e cicatrizes se espalhavam pelo meu corpo.
Meu ritmo de vida era outro, bem diferente do que às pessoas têm como normal, afinal, foi um longo período vivendo em função de minha recuperação, alheio as coisas ao meu redor.

Uma semana após voltar ao Rio, tive que viajar a trabalho para Recife, a fim de conhecer um parceiro comercial. Parceria que por sinal nunca foi para frente.
Estava sem objetivos traçados e com aquela sensação que muitos sentem de vazio, sozinho... Sem objetivos.
O Deus do qual havia me enchido na época do acidente, simplesmente já não sentia mais.
O “anjo” que me falara que eu tinha uma missão a cumprir e que não morreria naquelas ferragens, certamente não passava de minha mente tentando aplacar a dor e dando esperança a um corpo estilhaçado.
O Marcio que havia ido a Patrocínio e passado por Serra e se acidentado na 040, perto de BH, de fato havia morrido. Aquele jamais voltaria...

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Estou sem idéias sobre o que  escrever.
Na realidade, gostaria de passar a mensagem de otimismo e alegria que sempre procurei passar aqui no blog. Quer seja através dos momentos que vivi no pós acidente, quer seja  em todos outros momentos e textos.
Infelizmente olhando para trás e fazendo uma retrospectiva, vejo que em muito me iludi sobre a vida e as pessoas. Não estou querendo dizer que todos são ruins, mas sempre procuram pelos próprios interesses. Estou errado? Pode ser, mas de um modo geral, tudo que vivi até hoje me leva a crer nisso, com raras surpresas que ainda me fazer acreditar um pouco que o mundo.
Infelizmente há muito perdi a fé em Deus e no próximo.
Já tive pessoas que me chamavam de "pai"  e que no final pude ver que só o chamavam pelo conforto que podia dar. É muito fácil dizer amar alguém quando essa pessoa te leva para almoçar nos melhores lugares, se faz de seu motorista para o que precisar, consegue emprego e de quebra sempre que pede (e não pode) lhe da dinheiro. Difícil é está ao lado da pessoa quando ela quebra e precisa dos verdadeiros amigos.
Muito fácil dizer ser amigo e sair em bando atrás de alguém, por saber que ao final da noite ele vai pagar a conta de todos, difícil é lembrar de ligar ou mesmo enviar uma mensagem a essa pessoa perguntando simplesmente: Tudo bem com você? Quando ela já não tem mais nada a oferecer.
Estou cansado e sem coisas boas para escrever... Infelizmente as pessoas de um modo geral são uma grande decepção e o nosso erro normalmente é nos guiar por esperar dos outros o que oferecemos.
Estou cansado, mas eis que bate uma luz agora. É verdade... Não posso negar o quando estou incrédulo e desgostoso em relação ao que essa vida moderna, vem nos trazendo, mas quando chamei alguém de amigo, para mim essa pessoa o era. Quando paguei contas, foi por que quis e não esperava nada em troca, nos momentos que arrumei empregos ou me fiz de motorista, foi simplesmente por que queria alegrar aquela pessoa e fazer o bem. Assim foi quando dei dinheiro aqueles que pediam para o problema a ou b, e a todos aqueles que diziam ter algum carinho por mim, mas só se aproximaram por querer dinheiro.
Então vos pergunto: Do que estou reclamando agora? Meus atos foram sinceros e fiz o que fiz por querer fazer o melhor que podia.
Tive erros e acertos na  vida, mas nos momentos que fiz algo pelo próximo, fiz sabendo que não devia esperar nada do homem, pois somos falhos.
Assim como eu, vários de vocês tem essa sensação.
Nunca se esqueçam nos momentos de dúvidas e desespero, que se fez o seu melhor, você fez sua parte e isso é o que realmente importa. Não espere nada do homem, pois ele é falho.
Quando fizer algo, faça de coração aberto, sabendo que fez algo bom e tendo isso como real pagamento pelo seu ato.
Continuo tendo perdido boa parte de minha crença em Deus, mas será que no final esse não foi o meu grande erro e o que faz-me sentir tão só?

Vou refletir...

A todos, um dia iluminado. Sempre que quiserem um amigo podem contar comigo :-)

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Ambição e materialismo

Muitas vezes na vida desejamos coisas melhores. Até certo ponto é saudável ter certo grau de ambição, mas devemos tomar cuidado para não nos distanciar-mos dos verdadeiros valores.
Quando passamos a desejar o material mais que tudo, esquecemos das coisas verdadeiramente importantes.
Dinheiro é muito bom e trás conforto, isso é inegável. Mas vejo pessoas como meu próprio pai, que tem uma boa situação financeira e se acaba em bebidas por que se preocupou tanto com as riquezas que não deu valor a coisa verdadeiramente importante... O amor!
De que adianta ter dinheiro, poder e belos carros se não temos pessoas que nos amam a nossa volta?
uma mãe a alguns dias atrás proibiu o pai de ver a filha porque não tinha mais dinheiro para dar. Permitiu novamente após dar mais 2.700,00 a ela (além do que ele já havia dado). Ficou sem um centavo, mas ao menos, pode perto ver a verdadeira riqueza da vida dele.
Dias depois chegou novo sofá e mesa dela. Era lindo!

A todos um final de semana iluminado e rico no que realmente importa: de pessoas amadas e amigas em volta, ainda que sem um centavo!

sábado, 10 de setembro de 2011

A muito que não escrevo, mas hoje resolvi voltar com força total.
Quantos de nós temos filhos e os amamos com toda nossa força? Assim também era aquele pai.

Por amor a filha, desistiu de uma vida feliz para viver ao lado de uma pessoa que era muito diferente de dele. Dificilmente daria certo.

O tempo passou e no final, com tristeza viu que a pessoa dava tanto valor ao dinheiro, que era capaz de utilizar os próprios filhos como moeda de troca.
Aguentou isso enquanto dava, mas tudo na vida tem limites. Após aturar por muito tempo um tratamento agressivo e nada legal, finalmente desistiu.

Não tendo mais dinheiro para dar, o que aconteceu?
A mãe simplesmente falou que  só deixaria ver os filhos se desse mais dinheiro. Assim é a vida, assim são as pessoas...

A todos um ótimo dia.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Uma morte, um renascimento. Um homem viajou para jamais voltar...

Muita coisa aconteceu naquele um ano e dois meses em que vivi em função da minha recuperação.
Tantas foram as idas e vindas ao hospital, tantas internações, que todo o resto de minha vida ficou parado.
Dos 14 meses em que batalhei até ficar curado, pelo menos 8 meses foram dentro do hospital internado, talvez mais... A outra parte foi morando num apart em BH e vivendo apenas a espera de uma recuperação que demorou muito.

Todos perguntam o que foi e se sinto algo no braço devido as cicatrizes, mas mal sabem da dor que até hoje sinto no ombro esquerdo, afinal, imaginem o que é ficar mais de um ano sem levantar o braço.
Articulações endurecem, ligamentos enfraquecem e sobra apenas a força de vontade para superar as dores e continuar a malhar, por exemplo. É assim que vivo até hoje...

Mas vamos voltar ao dia 26/07/2005! Foi naquele dia que após diversas internações e falsas esperanças, finalmente estava saindo do hospital para nunca mais voltar. Pelo menos não para novas internações...

Minha vida havia modificado totalmente desde aquele dia 30-31/05/2004, quando dormi na direção do dia 30, bati nas rodas traseiras de uma carreta, morri, vi um "anjo" que pode ter sido vontade de Deus ou somente minha mente tentando me manter vivo, acordei prezo a ferragens, pessoas a minha volta, luzes piscantes, ossos expostos, uma paz que ninguém seria capaz de crer se não estivesse presente e mesmo aqueles que ali estavam, creditavam ao "choque".
Segurei a dor por horas até finalmente apagar e aos 30 minutos do dia 31 fui retirado das ferragens sem grandes esperanças.

Estava voltando para o Rio, mas já não era mais a pessoa que devia ter chegado um ano e dois meses antes, tudo havia mudado e jamais seria como antes...

Continua...

segunda-feira, 4 de julho de 2011

A vida e suas transformações

Adoro andar de moto, foi uma das paixões que desenvolvi após o acidente de carro em 2004 (texto e fotos aqui no blog, na aba acidente).  Antes eu gostava de viajar de moto, hoje simplesmente adoro.
A sensação de liberdade e o prazer que me proporciona, são únicos.

Outro ponto no qual mudei muito, foi o gosto por dança de salão que desenvolvi. Antes algo inimaginável, hoje danço por horas sem parar (vídeos em: http://www.youtube.com/marcioaguiar).
Infelizmente por diversos motivos, estou sem fazer dança a mais de um ano, mas me prometi que até o final de julho volto as aulas. Vou cumprir!

Na vida, quer seja por um acidente, pelos problemas, alegrias ou qualquer outro motivo, estamos em constante mudança.
Muitas vezes não percebemos, pode ser sutil, como pode ser algo gritante, mas o fato é que estamos sempre mudando.
Mudei muito após me acidentar. Em alguns aspéctos para melhor, em outros, sem sombras de dúvidas para pior. Mas tenho certeza de uma coisa: Hoje sou um homem com mente aberta e aceito as transformações da vida. Sou otimista e nunca deixo de fazer algo que tenho vontade, por mais ridículo que possa parecer no momento e/ou aos outros. Vivo cada minuto, sabendo que pode ser o ultimo, portanto, vivo o melhor possivel e tento não fazer mal ao próximo. Nem sempre tenho sucesso e até por já ter errado muito, procuro pensar nas reações que minhas ações vão causar, mas nem por isso deixo de viver e aproveitar as belas coisas que Deus colocou a nossa disposição.

Enfim...  Aproveito o hoje, sabendo que o amanhã vai existir, mas tendo a certeza que se por algum motivo não fizer parte dele, terei partido feliz.

A todos, uma semana iluminada e cheia de vida.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

O parquinho de cada um...

Ontem foi  o penúltimo dia de aula na escolinha de minha filha, antes das férias escolares.
Assim como fazemos todos os dias quando vou busca-la; brincamos um pouco no parquinho antes de sair.
Uma vez lá, ela retina os tênis e os joga escorregador abaixo. Em seguida fala:

-  Papai, agora você!

Então retiro os meus tênis e dou para ela coloca-los para escorregar.
Ficamos no parquinho por uns trinta, quarenta minutos e depois vamos aos balanços.
Primeiro o sapo, depois a Minie e por ultimo a cadeirinha. Sempre seguimos essa ordem por opção dela, afinal, quem sou eu para quebrar o clima?
Concluímos nosso ciclo diário indo até os porquinhos da índia, mas não sem antes catar graminhas para dar a eles.
Passado aproximadamente uma hora vamos embora e percebo diariamente como ela fica radiante por causa dessa uma horinha que gastamos fazendo algo que ela gosta.
Me pergunto quantas vezes reclamamos da vida, do afastamento dos amigos, mas não nos dispomos a gastar uma hora na semana que seja para exercitar a amizade, fazendo algo que a pessoa goste.
A felicidade está sempre a nossa frente, vem nos pequenos atos, em agradar e fazer o bem ao próximo.
Muitas vezes estamos tão preocupados com os nossos próprios interesses e problemas, que acabamos nos esquecendo de atender ao desejo daqueles ao nosso lado.
Na próxima vez que se sentir só, pense e veja se você tem feito a sua parte no história, se tem gasto uma hora no ”parquinho“ da vida dos seus entes e amigos.

Ah! Ao final sempre escuto: Papai, eu não preciso colocar meu tênis, pois estou muito cansada e vou no colo pra casa. E lá vou eu por 1,5 km com ela num braço e a mochila no outro. É o problema de pregar que devemos fazer o máximo de coisas possíveis a pé... Faz parte...

A todos, um dia maravilhoso!

quinta-feira, 30 de junho de 2011

A criança interior e a felicidade...

Os últimos dois livros que li são: O ultimo trem de Hiroshima e 1808.
Ambos são muito bons. Um fala sobre as bombas de Hiroshima e Nagasaki (recomendo muito essa leitura), enquanto o outro fala sobre a vinda de D. João para o Brasil.

Pretendo nos próximos dias começar a ler 1822. É a continuação de 1808 e fala sobre o que aconteceu com o Brasil após a volta de D. João para Portugal.

Mas por que diabos esse texto falando sobre os últimos livros que li? Ah! Também li a ultima edição dos X-men, Batman e Wolverine...

Adoro gibis tanto quanto gosto de ler um bom livro.

Lembro de alguns anos atrás, ta bom... muitos anos atrás, quando brincava de playmobiu e conversava animadamente com meus bonecos sem me preocupar com o que os outros pensavam.

Os anos foram passando e com o tempo fui brincando cada vez menos com meus bonecos, conversando cada vez menos com eles. Cresci...

Assim é a vida... Deixamos de lado as coisas boas da infância, quando simplesmente vivemos sem nos preocupar com o que os outros pensam e começamos a viver cada dia mais preocupados com o consumo, ser vitoriosos e agir de uma forma padrão, pois do contrário, seremos taxados como “estranhos”.

Quem nunca riu de uma pessoa fora dos padrões do que é considerado normal?

Pois é, meus amigos... Em um determinado momento nos vemos procurando uma felicidade que nunca encontramos na plenitude, sem saber o por que, mas a resposta está na nossa frente, ou melhor, no nosso passado.

Se não encontramos a felicidade, é por que simplesmente deixamos de fazer o que gostamos para nos enquadrar no que é esperado pela sociedade.

Por isso, meus caros; não deixo de ler meus gibis, assim como não deixo de ler bons livros.

Preservar nossa criança interior viva é preservar a felicidade que tanto procuramos em nossa vida adulta, sem nunca encontrar.

Não se enquadre, seja você mesmo sem se preocupar com o que os outros pensam, pois o que realmente importa é ser feliz...

A todos, um dia iluminado!

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Uma aberração chamada beautifulpeople!



Bom dia!

Hoje vou falar sobre redes sociais. Na realidade, vou falar especificamente sobre uma aberração chamada” beautifulpeople”.

Não sei se todos conhecem, mas semana passada ela esteve em evidencia, pois pegou um vírus onde pessoas “feias” conseguiram se cadastrar nessa rede social só para pessoas belas.

Fiquei curioso a respeito e resolvi tentar a sorte para ver que tipo de pessoa se sujeita a uma bizarrice dessas.

Você faz um cadastro e durante 48h os membros ficam votando em sua foto. São quatro opções (nem pensar, feio, bonito, lindo). Sendo aprovado,  recebe uma mensagem dizendo que faz parte da ”exclusiva”  rede beautifulpeople onde vai encontrar pessoas belas como você.

Após isso, você pode ver o perfil por completo das pessoas, adicionar novos “amigos” e votar em outras pessoas que assim como você, pretendem fazer parte de uma rede, que se diz exclusiva para pessoas belas, como se a beleza fosse definido apenas pelo que vemos.

Num mundo onde já há muito preconceito, acho triste ver que muitas pessoas ainda se preocupam com a beleza, como se fosse algo fundamental.

Afinal, o que é belo? Para mim pelo menos, a beleza física é o menos importante e só serve para o contato inicial que não dura cinco minutos. Após isso, vale muito mais a pessoa por trás da fachada.

Algumas das mulheres que mais me encantam e com as quais certamente me envolveria, estão muito longe do padrão de beleza que a sociedade faz crer ser o ideal. São gordinhas ou magras demais, mas são pessoas tão profundas que da vontade de passar horas ao lado delas, ou mesmo uma vida.

Para quem quer conhecer essa bizarrice, basta me add no facebook, pois assim evito posta dados em um local aberto como o blog (www.facebook.com/marcioaguiar). No face tem um post com os dados para logar. Fique a vontade!

 

Vou deixar o perfil no ar até o dia 30/06 e após isso apagar, pois não tenho o menor interesse em fazer parte de uma rede social, onde o conceito por si só, se mostra algo tão preconceituoso e vazio.

Gostaria de pedir a todos que visitem e conheçam, mas que não ofendam ninguém através de meu perfil e tampouco modifiquem a senha.

A todos, um dia lindo!

terça-feira, 28 de junho de 2011

Uma noite normal...

- 22:45h, fui dormir

- 1:13h, escuto o primeiro "papai" da noite (são muitas variações, vai desde de o papai, ao papaiii, passando pelo com tom de choro).

Levanto num pulo como em todas as noites, já tentando tranquilizar, dizendo: papai está indo minha princesa.

Pego no colo juntamente com o cheirinho (o travesseiro velho e amiguinho dela), pego uma manta também e falo da forma mais carinhosa possível, já totalmente desperto: Vamos fazer xixi?

Faz xixi, fico com ela no colo por mais uns 10 minutos, até dormir de novo.

Coloco no berço, cubro, faço carinho na cabeça, fecho o cortinado e deito novamente.

- 5:17h, ela acorda novamente; dessa vez chama num tom mais para o choro. Pulo novamente da cama, algo automático. Em uma velocidade que deixaria qualquer jovem atleta com inveja. Em poucos segundos já estou com ela no colo e repetimos todo o processo, só que dessa vez entra  ritual da mamadeira:

Pergunto como sempre: Vamos fazer mamadeira?

Ela responde: vou com vc.

Seguro com um braço e num malabarismo e destreza que a alguns anos atrás, jamais seria sequer capaz de imaginar, repito o ritual, que inclui segurar os 12 quilinhos dela em um dos braços e com o outro preparar a mamadeira.

Após isso, sei que é o horário de deixar deitar em cima, pois do contrário não tem cristo que faça dormir.

Tenho que deitar no meu colchão na sala, para que ela possa deitar em cima de mim. Viro uma cama humana e assim tenho que ficar, imóvel por um bom tempo.

Se tento tirar antes do momento certo, ela se reposiciona e assim vamos.

- 6:17, ops... parei de escrever, pois o papai surgiu no ar.

Ao chegar já está sentada no berço e de forma sapeca fala: Chamei você!

Dou um sorriso e carinhosamente digo:

- Eu ouvi, meu amor. Papai está aqui. Voltamos para o sofá onde tento terminar esse texto, com ela já dormindo, mas com os pés disputando espaço com o notebook no meu colo.

Foi só mais uma noite em minha vida.
Já passei passei por várias situações, até já dormi no berço com ela, no espaço que carinhosamente ela deixou para o papai.

Aqueles que dizem que amam ao cônjuge, na realidade não experimentaram o verdadeiro amor. Amamos sim ao próximo, mas nada se compara ao amor por um filho.

A todos um dia lindo!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

amigos, simplesmente amigos...

Já passei por várias fases na vida. Errei muito e tive também meus acertos.
Sempre achei que alguns amigos eram sagrados. Amigos para toda vida. De fato todos temos bons amigos, mas eles sempre são em menor número que imaginamos.

Felizmente quebrei. Pode parecer uma afirmação estranha, mas é a mais pura verdade!
Se não fosse por isso, creio que jamais teria visto que aquele bando que vivia a minha volta, se dizendo amigos e sempre sugando sem dar nada em troca, não passavam de aproveitadores.

Hoje em dia as coisas voltaram a melhorar. Novos projetos fizeram brilhar a luz ao final do túnel.

Jamais tive dúvidas que as coisas iam melhorar.

Obrigado Luciana Telles e Nilson Reis.

Mesmo nos piores momentos, sempre estiveram ao meu lado e foram amigos verdadeiros e sinceros. Amo vocês e sempre amarei. São amigos de verdade e dos quais me orgulho de ter ao meu lado.

Quanto aos demais amigos que sempre estavam ao meu lado nos momentos bons, creio que esse texto fala tudo.
Não estou me referindo a vc que acompanha o meu blog, mas sim aqueles que se diziam amigos para toda hora.

Amanhã volto aos textos normais, às histórias. Hoje só queria agradecer a essas duas figuras únicas.

No post anterior, temos alguns números de 2010.
Obrigado a todos que acompanharam o blog. Que 2011 seja um ano iluminado para todos!

 

Os números de 2010

Os duendes das estatísticas do WordPress.com analisaram o desempenho deste blog em 2010 e apresentam-lhe aqui um resumo de alto nível da saúde do seu blog:

Healthy blog!

O Blog-Health-o-Meter™ indica: Este blog é fantástico!.

Números apetitosos


Imagem de destaque

Um Boeing 747-400 transporta 416 passageiros. Este blog foi visitado cerca de 2,300 vezes em 2010. Ou seja, cerca de 6 747s cheios.

 

In 2010, there were 25 new posts, not bad for the first year! Fez upload de 7 imagens, ocupando um total de 594kb.

The busiest day of the year was 29 de maio with 87 views. The most popular post that day was untitled.

De onde vieram?


Os sites que mais tráfego lhe enviaram em 2010 foram marcioaguiar.com.br, pt-br.wordpress.com, empregasaojosecampos.com, twitter.com e facebook.com

Alguns visitantes vieram dos motores de busca, sobretudo por fratura na bacia, fratura da bacia, braço musculoso, cirurgia de umero e fratura de braço

Atracções em 2010


Estes são os artigos e páginas mais visitados em 2010.
1

untitled maio, 2010
6 comentários
2

O acidente outubro, 2010
3

O acidente VII outubro, 2010
1 comentário
4

O acidente II outubro, 2010
5

O policial pilantra e o vampiro outubro, 2010
1 comentário

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

O fabricante de berrantes

Os dois acidentados estavam no hospital e de repente chega o marido da mulher que estava dirigindo.
Um homem de quase dois metros de altura e bem forte, segundo a descrição dos policiais.

Ele, um fabricante de berrantes (acreditem se quiser), já entendendo mais ou menos que a esposa e o "colega" não tinham ficado coisa nenhuma trabalhando até mais tarde, foi logo apontando o dedo na cara do rapaz da moto e falando:

- Foi você que estava pilotando a moto, entendeu?

Portanto, após essa pequena pressão, la estava ele na delegacia chorando e assumindo a culpa, que tinha. Não por está pilotando, mas por ter deixado a amante pilotar sem carteira (assim como ele), uma moto que não tinha documentação, bêbados, enganando aos seus respectivos parceiros e colocando a vida dos outros motoristas e pedestres em perigo ao avançar o sinal vermelho.

Com a pressão dos meus "amigos" da dp, o sujeito começou a chorar e acabou assumindo o documento no qual assumia toda culpa pelo acidente. Era a verdade, mas nem por isso deixei de sentir pena dele.

Emprestei meu celular para ele ligar para a esposa, que estava uma pilha de nervos a aquela altura.
Estava com tanta pena dele, que ao ver que estava tomando uma bronca daquelas, acabei perguntando se não queria que falasse com ela. Ele disse que sim.

Expliquei que ele não estava bêbado (tudo bem, foi uma tremenda mentira), que havia sido algum problema do semáforo, mas que ele estava bem.
Ela falou que usou toda rescisão do antigo emprego para comprar aquela moto para ele trabalhar (fiquei com o coração partido), mas que se ele estava voltando do trabalho, então tudo bem.

Depois disso, os policiais militares que foram exemplo de retidão, diferente do cara da delegacia, se ofereceram para me levar em casa, aceitei e agradeci.

Quase 5h da manhã estava em casa. Não foi a noite que planejamos, mas as melhores memórias acabam nunca sendo aquelas que planejamos...

É isso. Aqui estou, dentro de um quarto de hotel em Vitória, no qual estou morando há quase três meses, mas isso é outra história e conto depois  ;-)