terça-feira, 15 de junho de 2010

Hospital Salgado Filho...

Ao chegar no Salgado Filho, novo problema. O hospital estava lotado e não tinha nem maca disponível. Com algum custo os bombeiros conseguiram uma maca que estava toda urinada. Jogaram éter nela, me colocaram em cima e fiquei largado por algum tempo no corredor.

Felizmente o policial atendeu ao meu pedido quando estava caído no local do acidente e ligou para a academia informando que não ia trabalhar... Pois é... Eu era bem caxias... Rs.

A Beth, dona da academia, tratou de ligar para Luciana, meu anjo da guarda que fazia medicina e a Lu junto com outras pessoas foi correndo para o hospital (até hoje não sei como sabiam onde eu estava).

Fiquei sabendo posteriormente que na academia já rolava que eu havia sofrido um acidente e morrido. Em outra versão, havia ficado paraplégico.

Voltando ao hospital: Assim que chegou, a Lu já tratou de catar um médico e com uma sagacidade fora do comum, conseguiu que fosse atendido quase que instantaneamente.

Fizeram um raio-x e após constatarem que era somente uma luxação, o médico perguntou se eu não agüentaria a dor para colocar ali mesmo a perna no lugar. Falei que podíamos tentar.
Então ele subiu na mesa de raios-x onde eu estava deitado, abraçou minha perna que estava semi flexionada, com os músculos todos contraídos, como se estivesse congelada naquela posição, devido a dor.

Continua...

terça-feira, 8 de junho de 2010

A via crucis...

Passou algum tempo e finalmente os bombeiros chegaram.
Cortaram a calça que estava usando para ver minha bacia e em seguida comentaram que não havia quebrado que era uma luxação.
Após os primeiros socorros, me colocaram na ambulância e ai começou a via crucis atrás de um hospital.

Não sabia que o Rio tinha tantos buracos. Pelo menos, nunca os havia percebido/sentido, como naquele dia.

Na luxação o osso sai do encaixe. Imaginem o seu fêmur fora do lugar empurrando sua carne de dentro para fora. Pois é... Era essa dor que estava sentindo!
Em cada pequeno buraco pelo qual a ambulância passava, eu urrava de dor.

Levaram-me para o hospital Carlos Chagas em Marechal Hermes.
Ao chegar, um deles foi verificar se tinha vaga e ao voltar comentou com os outros que estava lotado. Então sugeriu me deixarem no chão na recepção do hospital, pois seriam obrigados a atender-me. Um deles que morava na Mallet, bairro ao lado da Sulacap onde eu dava aula, felizmente já estava conversando comigo há algum tempo e falou que não iam fazer essa sacanagem. Fiquei aliviado, pois os outros estavam conversando como se eu não estivesse ali.

Saíram em busca de um novo hospital e seguiram em direção ao Salgado Filho, no Méier.

Continua...

quarta-feira, 2 de junho de 2010

De volta ao segundo acidente

Respondi ao Marquinho, que junto a todos me rodeava naquele momento:

- Esse desgraçado fechou a pista e eu já tava em cima.

O motorista falou:

- Vc surgiu do nada...

Respondi com vontade de enforcar o cidadão:

- Surgi do nada um caramba seu desgraçado, vc não podia fechar a pista pela contra mão.

Uma senhora falou para me acalmar que os bombeiros já estavam vindo.

Devia ser o horário de troca de plantão no 9 batalhão, pois várias viaturas chegaram rapidamente, embora logicamente somente uma tenha ficado no lugar.

O policial chegou e perguntou o que havia acontecido. Contei minha versão da história que era claramente a verdade, afinal, o ônibus estava fechando a pista no sentido errado a uns três metros antes da rua que ele ia entrar.

Então ele perguntou sobre o documento da moto. Já com certa dor, falei que estava na pochete. Perguntou se podia pegar e respondi que sim.
Pegou, olhou e viu que estava tudo em ordem.
Em seguida perguntou pela minha habilitação... Ops... O jeito foi pedir a ele para abaixar, seguido de um pedido para abaixar mais um pouquinho, pois não queria correr o risco de ninguém ouvir, e falei:

- Minha habilitação é só de carro...

Ele falou para não me preocupar com aquilo e posteriormente vi o quanto ele foi legal ao omitir esse fato da ocorrência...

Continua...

Ps: Amigos, não sei o que fazer. O wordpress tem saído do ar o tempo todo e começo a pensar em mudar de casa. Se alguém tiver alguma dica eu agradeço.
A todos um ótimo feriado!

terça-feira, 1 de junho de 2010

Primeiro acidente - Ultima parte

Marcelo, outro amigo que morava em frente à Luciana achou estranho ouvir eu chamando aquela hora e saiu para ver o que estava acontecendo.
Luciana então mandou entrar e lavar a perna novamente passando a bucha. Fiz o que ela falou apesar de já está sentindo alguma dor.
Fomos ao hospital Carlos Chagas em Marechal Hermes, elogiaram a limpeza que havia sido feita em minha perna, passaram apenas álcool iodado e depois me liberaram. Assim... Sem raios-X, nem nada!
Era dureza não ter plano de saúde.

Fiquei andando somente de calça de moletom durante todo mês seguinte para poder proteger as feridas do sol e evitar muitas marcas. Para minha surpresa, não fiquei com nenhuma cicatriz.

Minha moto demorou quase um mês e meio para ser entregue pela Honda e lembro que o valor do conserto foi um absurdo. Mas pelo menos não sofri nada mais grave, o que foi muita sorte.

Na época usava óculos e o perdi no acidente. Uma semana depois quando fui mostrar ao Marcelo o local do acidente, ainda dava para ver claramente por onde meu corpo havia arrastado. Quando mostrei o montinho onde havia dado uma cambalhota involuntária antes de cair sentado no asfalto, o Marcelo se abaixou e pegou algo... Era o meu óculos! Estava todo torto, mas por incrível que pareça a lente estava boa e conseguiram desentortar na ótica.

Dei muita sorte e devia ter aprendido a pelo menos usar capacete, mas ninguém utilizava naquela época. Achávamos que a sensação do vento valia a pena o risco. Eramos estúpidos!

Mais ou menos dois meses depois estava esticado no chão ouvindo o Marquinho perguntar:

- De novo Marcinho?

Continua...

PS: Ontem foi meu aniversário de renascimento (primeiros posts). Fiz seis anos de vida! Infelizmente gostaria de poder dizer que me tornei uma pessoa melhor, mas questiono algumas atitudes e decisões que tomei nesses anos.
Que nesse novo ano aprenda a ser uma pessoa melhor...